
A era dos micreiros está voltando?
É uma pergunta que eu me faço, porque vivemos em um período de muita informação, sobre todos os assuntos possíveis, onde é possível aprender até mesmo a fazer um parto pelo Youtube.
Sendo assim, temos profissionais de design entendendo de marketing, profissionais de marketing entendendo sobre design e por aí vai… Mas aí é onde eu fico intrigado.
Trazendo a velha máxima “de médico designer e de louco todo mundo tem um pouco”, as vezes percebo que as coisas não ficam nos seus lugares. Sim, é aquela choradeira dos designers de sempre que os clientes ficam palpitando e flanelando o layout e as soluções e por aí vai, mas que tal olharmos por uma ótica diferente?
Você, que é designer, já se colocou no lugar de quem faz o pedido para entender as necessidades dessa pessoa? Suas motivações e porque ela toma a atitude de pedir algo “impensável” no layout? Porque ela insiste em pedir para que você faça aquela solução problemática e fora do padrão estabelecido após muitas pesquisas e testes? Será que existe algum asset de marca que deve ser levado em consideração? Alguma informação extra ou experiênca que não havia chegado antes?
Você, que não é designer, já pensou o quanto é complicado para um designer somente operar um computador, sem utilizar os conhecimentos de tipografia, gestalt, antropologia, semiótica, tecnologia, cores, experiência do usuário e tudo mais? Não só por questões de frustração, mas principalmente por aproveitar os conhecimentos do profissional e gerar um projeto mais inteligente, bonito, funcional e de sucesso?
Independente disso… Falo da volta da era dos micreiros porque essa questão do designer saber sobre tecnologia e muitos outros assuntos as vezes tira o foco do que é importante de verdade… E o que é importante de verdade tem que ser visto caso a caso, projeto a projeto, solução a solução.
A imagem do post, peguei do blog “Simplesmente William”, onde ele também fala sobre o assunto, sobre os sobrinhos, etc. Veja aqui.
Mas na verdade, onde quero chegar é que é importante pensar na sua saúde, saúde profissional, saúde pessoal, saber colocar na balança os projetos que merecem mais atenção ou não… Escolher em qual brigar entrar. Existem projetos que são para os clientes, outros para os consumidores, e muitos são para os designers.
Um post rápido para dizer, que a era dos micreiros pode voltar, mas só se deixarmos. Designers e não-designers.
Have fun.




Star Wars 7 trailer, uma brincadeira incrível de Michael Haneke, paródia apresentada no César 2013 Award Show, como se o Michael Haneke fosse diretor de Star Wars.
A composição básica camiseta, jeans e tênis, calça com uma lavagem diferente e uns rasgadinhos (deve ter um nome pra isso que eu não sei), mais tradicional impossível.

Depois de anos sem escrever sobre o livro 1001 Discos para ouvir antes de morrer, estamos de volta.
